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Maracatu Rural reúne tradição e turismo cultural no Carnaval de Nazaré da Mata

Reconhecida como a capital do Maracatu Rural, Nazaré da Mata recebeu, nesta segunda (16), dezenas de grupos vindos de diferentes municípios do Estado

Diario de Pernambuco

Publicado: 16/02/2026 às 21:56

Nazaré da Mata, na Mata Norte, é conhecida como capital do Maracatu Rural/Foto: Ray Evellyn/Divulgação

Nazaré da Mata, na Mata Norte, é conhecida como capital do Maracatu Rural (Foto: Ray Evellyn/Divulgação)

O Maracatu Rural de Nazaré da Mata misturou música, dança e simbologia afro-brasileira nas tradicionais apresentações dos grupos nesta segunda de Carnaval (16). Foram 30 atrações, que reuniram mestres, brincantes, moradores e turistas na Praça da Catedral, no centro de Nazaré da Mata.

Também conhecido como Maracatu de Baque Solto, a expressão, típica da Zona da Mata Norte, é marcada por personagens como o caboclo de lança, fantasias exuberantes e uma forte relação com o ciclo da cana-de-açúcar. A manifestação cultural preserva saberes ancestrais e é fruto da conexão entre território, música, dança e comunidade.

Para Marenilson Santana, de 21 anos, caboclo de lança que carrega mais de 15 anos de vivência na brincadeira, o maracatu é uma herança que atravessa gerações.

“É uma cultura que passa de pai para filho, de neto para bisavô. A gente assume isso como um laço histórico. É uma paixão que mora dentro da gente”, afirmou.

Natural de Olinda, André Júnior começou no maracatu ainda criança, aos 10 anos, e hoje planeja manter a tradição ao lado do filho. “Quando eu era pequeno, tinha medo, mas fui conhecendo a cultura e me admirei. Hoje sou um dos admiradores e faço questão de passar isso adiante”, completa.

O caboclo de lança também faz um apelo por mais valorização ao maracatu rural: “Quem tem condições e puder, precisa ajudar. Não é só o Cambinda Brasileira, grupo que faço parte, é o maracatu rural como um todo”.

 

Atração nacional

Além de mobilizar os grupos culturais pernambucanos, a programação atraiu turistas de diversas regiões do estado e de outros locais do país, que acompanharam de perto os cortejos.

A engenheira ambiental e percussionista de maracatu, Ana Gabriela Martins, veio de São Paulo para viver o Carnaval de Pernambuco.

Ela conta que a relação com o maracatu iniciou fora do Brasil, e destaca a força e preservação das tradições pernambucanas como elementos que tornam a experiência única.

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