MPPE denuncia cinco pessoas por morte de mergulhador em Petrolândia
Dois vereadores estão entre os denunciados pela morte do empresário e mergulhador Samyr Oliveira de Souza
Publicado: 16/02/2026 às 14:21
Samyr Oliveira de Souza foi baleado no dia 13 de janeiro em Petrolândia (Foto: Reprodução)
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apresentou denúncia contra cinco pessoas investigadas pela morte do empresário e mergulhador Samyr Oliveira de Souza, atingido por disparos de arma de fogo no dia 13 de janeiro de 2026, em Petrolândia, no Sertão pernambucano.
Entre os denunciados estão os vereadores Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como “Cristiano da Van”, apontado como responsável pelos tiros, e Erinaldo Alencar Fernandes (PSD), chamado de “Dedé de França” e atual presidente da Câmara Municipal da cidade.
De acordo com a investigação, o crime teria sido planejado sob liderança intelectual, financeira e logística de Erinaldo, com interesse direto de Cristiano. Conforme a denúncia, o homicídio teria sido organizado nove dias antes da execução.
Dinâmica do crime
Segundo o MPPE, o empresário foi atingido em via pública após ser perseguido. A apuração indica que Cristiano teria seguido a vítima em uma motocicleta e efetuado diversos disparos enquanto Samyr trafegava pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar.
A vítima chegou a ser socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, onde passou por procedimentos cirúrgicos de emergência, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda conforme o órgão, o escritório político de Dedé de França teria sido utilizado como ponto de apoio antes e depois do ataque, servindo de suporte ao executor e como local de abrigo após a ação.
A denúncia aponta que o homicídio teria sido motivado por conflitos originados em um grupo de WhatsApp, relacionados a questões pessoais e conjugais. Segundo o Ministério Público, a motivação foi admitida formalmente por Cristiano e caracteriza motivo considerado fútil.
Além dos dois vereadores, também foram denunciados os assessores parlamentares Manoel Brasil Silva, conhecido como Mauro Brasil; Ítalo Vieira Soares, o “Oncinha”; e Edmilton Alencar Fernandes, chamado de “Miltinho”, irmão de Erinaldo. Parte dos investigados, segundo o MPPE, teria acompanhado a movimentação policial após o crime.
O órgão também aponta indícios de tentativa de interferência nas investigações. Conforme a denúncia, imagens do sistema de segurança do escritório político teriam sido apagadas e o equipamento de gravação retirado antes da chegada da polícia.
Relembre o caso
Cristiano Lima dos Santos foi preso no dia 28 de janeiro, no município de Santa Cruz do Capibaribe, durante uma operação da Polícia Civil. As investigações foram conduzidas a partir da análise de imagens de câmeras de segurança e da coleta de depoimentos.
Segundo o delegado Daniel Angeli, responsável pelas primeiras diligências logo após o crime, os elementos reunidos pela polícia contribuíram para o avanço das apurações que resultaram na denúncia apresentada pelo Ministério Público.