Quando será o julgamento de Bolsonaro no STF? Confira datas e horários
Ex-presidente e aliados enfrentam julgamento no STF por tentativa de golpe e outros crimes graves, com sessões previstas para setembro
Publicado: 29/08/2025 às 08:44

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Evaristo SA /AFP)
O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início, no mês de setembro, ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete investigados por envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado. As sessões estão previstas para ocorrer ao longo de duas semanas, em diferentes dias e horários.
Calendário do julgamento
2 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
3 de setembro – 9h às 12h
9 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
10 de setembro – 9h às 12h
12 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
Réus do núcleo 1
O processo envolve Bolsonaro e mais sete réus classificados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como integrantes do chamado “núcleo 1” — considerado o grupo central da organização criminosa denunciada. Estão na lista:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
- Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
- Paulo Sérgio Nogueira, general da reserva e ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022;
- Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
O grupo responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.
Como será o julgamento
O julgamento começa com abertura feita pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma. Na sequência, o relator Alexandre de Moraes apresentará o relatório do processo, resumindo investigações e alegações finais. Depois, será a vez da Procuradoria-Geral da República (PGR) expor a acusação e, em seguida, as defesas dos réus terão até uma hora para sustentações orais.
Concluída essa etapa, Moraes inicia a votação, analisando pedidos preliminares (como nulidades, retirada do caso do STF ou absolvições) e, depois, o mérito — se condena ou absolve os acusados, indicando as penas. Os demais ministros votam na ordem: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Em caso de absolvição, o processo é arquivado e não há aplicação de pena. Já em caso de condenação, os magistrados definirão não apenas as penas de prisão ou restrições de direitos, mas também os efeitos civis e administrativos decorrentes da decisão.
Entre as possíveis consequências estão:
- pagamento de valores indenizatórios pelos danos causados, incluindo reparação por danos morais coletivos;
- perda de cargos, funções públicas ou mandatos eletivos, caso a pena ultrapasse quatro anos de prisão.

