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Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada por corrupção

Kim Keon Hee foi condenada a um ano e oito meses de prisão por receber presentes luxuosos da Igreja da Unificação, conhecida como Seita Moon

Isabel Alvarez

Publicado: 28/01/2026 às 15:33

Kim Keon Hee/JUNG YEON-JE / POOL / AFP

Kim Keon Hee (JUNG YEON-JE / POOL / AFP)

Nesta quarta-feira (28), o Tribunal Distrital Central de Seul condenou a ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, a um ano e oito meses de prisão por receber presentes luxuosos da Igreja da Unificação, conhecida como Seita Moon, em troca de favores políticos.

O juiz principal destacou que, apesar de Hee não deter poder formal para intervir nos assuntos de Estado sul-coreano, ela desempenhava um papel simbólico na representação do país.

Enquanto isso, Han Hak-ja, líder da Seita Moon, que se encontra também sob julgamento, nega ter subornado Hee com qualquer tipo de oferta.

A sentença do tribunal promulgada hoje ainda impôs a Kim o pagamento de 12,8 milhões de uones (cerca de 70 mil euros) ao Estado sul-coreano. Os presentes oferecidos pela Igreja da Unificação incluíam malas da Chanel e diamantes, que foram apreendidos.

Já a acusação havia pedido uma pena de 15 anos para Hee, de 53 anos, por corrupção e fraude e ainda multas de 2,9 bilhões de uones (quase 2 milhão de euros).

Os advogados da ex-primeira dama, que rejeitam todas as denúncias, informaram que irão recorrer, buscando a possibilidade de impugnar a pena por corrupção.

O veredicto de Keon Hee acontece dias após o mesmo tribunal sul-coreano ter condenado o ex-presidente Yoon Suk-yeol, seu marido, a cinco anos de prisão por imposição da lei marcial em dezembro de 2024.

Além disso, Yool é ainda alvo de outros oito julgamentos criminais, acusado, inclusive, de ter liderado uma rebelião em consequência da imposição da lei marcial, um crime que pode levar à pena de morte.

Enquanto estava no cargo de presidente da Coreia do Sul, Yoon também vetou por três vezes propostas do Parlamento para a abertura de uma investigação contra a sua esposa. O último veto político ocorreu em novembro de 2024, apenas uma semana antes da publicação da lei marcial

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