Com debate sobre custeio na Série B, Sport acompanha discussões na CBF
Discussões sobre transmissão, publicidade e custos operacionais ganham força; presidente Matheus Souto Maior confirma nova reunião com a entidade
Às vésperas do início da Série B de 2026, o Sport articula movimentação em meio a um ambiente de indefinições que cerca a competição. Na última segunda-feira (2), dirigentes rubro-negros estiveram na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.
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A Segunda Divisão, com pontapé inicial marcado para 21 de março, vive um ambiente de atenção nos bastidores. O debate ganhou força após declarações do vice-presidente financeiro do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, que apontou risco de colapso caso a CBF não arque com os custos logísticos dos clubes.
“Se esse apoio não acontecer, o cenário é terrível. Estamos falando de uma competição que pode entrar em colapso. Uma viagem para um jogo da Série B hoje não sai por menos de 200 a 250 mil reais. Quem vai bancar isso?”, questionou o dirigente goiano. Ele ainda alertou para possíveis efeitos em cadeia, como demissões de jogadores e até WO por incapacidade financeira de viajar.
Em contato com a reportagem do Diario de Pernambuco, o presidente do Sport, Matheus Souto Maior, antecipou que o tema deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.
“Teremos uma reunião na CBF na quinta e provavelmente esse assunto entrará em pauta”, afirmou o mandatário.
A comitiva leonina foi formada pelo próprio mandatário, pelo ex-presidente Luciano Bivar, pelo CEO Felipe Ximenes e pelo diretor jurídico Geraldo Carvalho. Segundo o clube, a visita da última segunda (2) tratou de assuntos institucionais e estratégicos. Para Souto Maior, o encontro "estreita ainda mais as relações do Sport com a entidade máxima do futebol brasileiro”.
Incertezas na Série B
Dos 20 clubes que disputarão a Série B, 19 integram a liga Futebol Forte União (FFU), com exceção do São Bernardo. Desses, 18 negociaram seus direitos comerciais por 50 anos, entre eles Sport, Fortaleza, Ceará e CRB.
A preocupação gira em torno da possibilidade de a CBF não manter o subsídio tradicional para custear despesas de logística, que incluem passagens, hospedagem e alimentação em jogos fora de casa.
Inserido nesse grupo, o Sport acompanha o tema de perto. O clube pernambucano, que retorna à Série B após o rebaixamento, trata a estabilidade financeira como ponto central do planejamento para a temporada. A eventual retirada do suporte logístico impactaria diretamente o orçamento dos participantes, especialmente em uma competição marcada por longas viagens e margens financeiras mais apertadas.
Enquanto isso, Náutico e São Bernardo seguiram caminho distinto. Sem vínculo com a FFU, o Timbu firmou contrato próprio de transmissão, com intermédio da CBF, junto ao Grupo Globo. O acordo prevê a exibição de 38 partidas (19 mandos para cada clube), além de uma cota fixa de R$ 14,9 milhões e R$ 3 milhões destinados exclusivamente à logística no caso alvirrubro, detalhou o ge.