Brasileirão Feminino começa nesta quinta com 18 equipes e mudanças no regulamento
O novo formato prevê turno único na primeira fase, com 17 rodadas
O Brasileirão Feminino A1 2026 começa nesta quinta-feira, 12, com algumas novidades. Pela primeira vez, a elite nacional será disputada por 18 equipes. A ampliação do número de clubes - foram 16 participantes na temporada passada - marca mais um passo no processo de consolidação e crescimento da principal competição do futebol feminino no País.
A temporada de 2026 reúne algumas das camisas mais tradicionais da modalidade, como Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Internacional, Grêmio, Santos, São Paulo e Ferroviária, além de equipes que vêm se estruturando e ampliando investimento nos últimos anos, como Cruzeiro, Bahia, Atlético-MG, Red Bull Bragantino, Fluminense, Botafogo, América-MG, Juventude, Vitória e Mixto-MT.
"O Brasileiro Feminino com 18 equipes é um marco positivo porque reflete o crescimento e o comprometimento com a categoria no Brasil. O retorno de jogadoras renomadas, como Bia Zaneratto ao Palmeiras, demonstram a determinação dos clubes em se fortalecer Além disso, a Ferroviária está construindo o primeiro centro de treinamento exclusivo para o feminino na América Latina, e o Cruzeiro tem atraído grandes públicos em suas finais", comenta Camila Stefano, gerente geral do projeto social Estrelas, que é focado na formação de base, desenvolvimento integral e oportunidades para meninas no futebol.
"No entanto, ainda enfrentamos desafios, como as dificuldades financeiras que afetam algumas equipes e federações, o que nos lembra que a jornada para garantir um espaço sólido e sustentável para o futebol feminino ainda está em andamento", completa.
Dentro de campo, o Corinthians, maior campeão do Brasileirão Feminino, inicia mais uma temporada como uma das principais forças da competição. O Palmeiras, atual campeão da Supercopa Feminina e que recentemente anunciou investimento de R$ 23 milhões para 2026 na modalidade, também desponta entre os favoritos. Ainda assim, o cenário é de competitividade: Inter, São Paulo e Ferroviária surgem como candidatos naturais ao protagonismo e reforçam a tendência de uma disputa cada vez mais competitiva na elite do futebol feminino nacional.